1976-1989
A segunda situação, entre 1976 e 1989, com a implantação da democracia no país, a vida do CCD começou a “rolar”.
À frente dos destinos da Câmara Municipal do Porto encontrava-se Aureliano Veloso (1976-1979) mas, durante esses três anos o CCD pouco ou nada evoluiu, a não ser a delineação de uma estratégia para o futuro.
Rectificou-se o Regulamento CAT, apostou-se na atribuição de subsídios aos sócios, criaram-se e acabaram-se com as secções, efectuaram-se festas de Natal e magustos, projectaram-se obras para o espaço envolvente.
Alfredo Magalhães assume o cargo de presidente da autarquia do Porto de 1979 a 1982. O rumo do CCD não sofreu grandes alterações. Algumas obras foram começadas, a biblioteca tornou a ser discutida, outras actividades surgiram, discutiam-se os estatutos e pouco mais.
Paulo Vallada tornou-se Presidente em 1982 ficando até 1985, assiste-se à primeira mudança, não formal, na designação de CAT, que passa a adoptar o nome de CCD, Centro Cultural e Desportivo.
A actividade do CCD manteve-se estável, mas as direcções do centro mostraram-se renitentes em relação à ampliação das obras, como as do campo de futebol. No entanto já era possível assistir a uma mudança da mentalidade dos dirigentes, que discutiam o facto do CCD, não poder viver à custa de peditórios de subsídios pensando em torna-lo rentável, legal, abrindo ao exterior.
Fernando Cabral é eleito presidente da autarquia portuense em 1985, ocupando o lugar até 1989. É a partir destes anos que se começa a verificar uma alteração, para melhor no CCD, nomeadamente em termos de apoio social.
O Centro acaba por se registar oficialmente em 1988 como CCD da CMP, Centro Cultural e Desportivo da Câmara Municipal do Porto. No ano seguinte, 1989, por obrigação legislativa o CCD tem de se registar com a designação de CCDTCMP, Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores da Câmara Municipal do Porto.
As finalidades do CCD passam a ser bastante distantes do que as que estavam previstas no Regulamento de 1979.O seu objectivo prende-se com “o exercício sem fins lucrativos” de três actividades fundamentais. “Interessar e incentivar os seus associados efectivos na prática do desporto amador e da educação física”, “difundir a cultura entre os seus associados efectivos, através de conferências, colóquios, cursos de formação, edição de publicações, promoção de passeios e excursões de índole cultural e recreativa e de outras iniciativas de mesma natureza”, e “prestar apoio socio-económico aos seus associados efectivos, através de prestações pecuniárias, subsídios e compartições complementares das concedidas pela ADSE”.
O campo de futebol é alargado e utilizado pelas camadas jovens do Salgueiros, criaram-se novas e variadas actividades, atribuíram-se diferentes subsídios aos sócios, obras maiores surgem no espaço, pretende-se criar um infantário e ATL, um bar, um ringue. A primeira escritura com os primeiros Estatutos do CCD é finalmente registada, tornando o centro legal e oficial. |